PRAÇA JOSÉ DA PENHA -
NATAL, ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Logradouro em frente à igreja Bom Jesus das Dores, segundo o historiador Câmara Cascudo (1999), o quarto templo católico erguido em Natal,
informando registro de sua existência desde o ano de 1774. Capela sem adornos,
apesar de localizada num bairro de grande movimentação comercial, Cascudo
acrescenta que a grande maioria dos fieis era composta de frente simples,
autênticos canguleiros. Esta grande “devoção dos canguleiros sustinha o templo”
(CASCUDO, 1999, p.105).
Inicialmente denominado largo da Igreja, recebeu o nome de
Praça Leão XIII, conforme Resolução Municipal de 05 de dezembro de 1902, em
homenagem ao Sumo Pontífice da época (NESI, 2002), entretanto este logradouro
não passava de um descampado com nome de praça. No ano de 1919, o intendente
municipal e livreiro, Fortunato Aranha, com o apoio de Padre Pedro de Paula
Barbosa, vigário da igreja, resolveu construir uma linda pracinha (NESI, 2002).
A Praça Leão XIII, nos anos vinte do século passado,
transformou-se num lugar de passeio e de eventos públicos. Os natalenses se
alegravam com a banda musical no coreto e as arvores de sombras frondosas. O
cronista Lucas da Costa, em seu, Disfarçados (1997), relata o estado da Praça
Leão XIII: “... ao longe as árvores do jardim da Praça Leão XIII, os pináculos
da igreja de Bom Jesus, e alguns edifícios públicos que se elevam no Monte
Petrópolis; tudo harmonicamente disposto oferece ao expectador a perfeita idéia
de uma artística tela teatral”.
Em 11 de outubro de 1930, o logradouro passou a se chamar
“Praça José da Penha”. O militar norte-riograndense José da Penha Alves de
Souza, nasceu em Angicos aos 13 de maio de 1875 e faleceu no Ceará em 22 de
fevereiro de 1914. personagem de destaque na história política local,
destacou-se como grande orador, sendo pioneiro na Campanha eleitoral de caráter
popular. Segundo Costa (1997, p.118), capitão Penha, além de militar ardoroso,
cheio de coragem e acrisolado amor às causas republicanas, era também eloqüente
tribuno e vigoroso jornalista.
Após “tantos” nomes, ocorreram diversas transformações no
traçado originário da Praça. Hoje, após diversas intervenções, este logradouro
guarda sinais de um tempo em que a comunidade natalense “passeava na praça”.
FONTE – PREFEITURA DE NATAL

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